sábado, 10 de janeiro de 2009

Só pensa nisso.....


Nem reparou como estava cansado. Postou-se na minha frente como se eu não soubesse o que queria.
Os olhos de um azul intenso fixavam-se nos meus. Penetrantes a dizer tudo o que eu já sabia.
Resisti. Hoje não, estou cansado, não me apetece.
Sentei-me no sofá e semicerrei os olhos na esperança que a obsessão parasse.
Puro engano. O desejo era grande e não tardou que eu sentisse o seu corpo a trepar pelo meu e o seu hálito quente a bafejar a minha cara. Tentei reagir sacudindo, mas a sua língua molhada tomou conta do meu rosto. Nada a fazer. Mais uma vez tinha ganho. Ganhava sempre.
Peguei na trela e levei-o à rua.
Que havia de fazer?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Vejam bem para o que me deu!


Sabe que pode proteger os seus CD's ou DVD's, para sempre, com película de plástico que se vende nas lojas de informática?
Pode usa-los normalmente.

Espreite aqui:
http://www.d-skin.com

Quer mandar uma mensagem para o futuro, mesmo para si?

Então experimente:
http://www.emailfuture.com

Para acabar por hoje.
O seu computador pode desperta-lo, por exemplo, ao som do galo a cantar.
Veja:
http://kukuklok.com



Por hoje chega.

IRS, pois então.......


Não tarda andamos todos à volta com o IRS, uns a pensar em quanto ainda irão recuperar e outros a fazer contas à vida pelo que terão que pagar.

.
Muitos de nós já evoluímos para o “simplex” e fazemos a entrega informaticamente, mas há outros que ainda recorrem ao formato em papel. Para esses, se guardaram os impressos que sobraram do ano anterior, é melhor estarem preparados para comprar outros, pois há impressos novos para:


*Declaração Modelo 3
*Anexo A (Rendimentos de trabalho dependente e de pensões)
*Anexo C (Rendimentos Empresariais e profissionais com contabilidade organizada)
*Anexo H (Benefícios fiscais e deduções)
*Anexo J (Rendimentos obtidos no estrangeiro)


Para os:

*Anexo E (rendimentos de capitais)
*Anexo F (Mais valias e outros incrementos)

Serão os mesmos impressos mas com novas instruções de preenchimentos

Não houve alterações para:

Anexo B (Rendimentos empresariais e profissionais regime simplificado)
Anexo D (Regime transparência fiscal)
Anexo G1 (mais valias não tributadas)
Anexo I (rendimentos de herança indivisa)

Irei dando mais informações se acharem alguma utilidade.



sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Rescaldo.............



Parece-me ver, ainda, ao longe, muito ao longe, num horizonte que se vai diluindo uma ligeira sombra avermelhada. É o Pai Natal que volta para a sua Lapónia.
Vai descansar das fadigas desta tão atribulada quadra.
Vai triste pois as coisas não correram tão bem como esperava.
Os problemas foram muitos. As coisas já não são o que eram.
A ASAE, sim a ASAE, confiscou uma considerável parte das prendas, pois considerou que muitas mercadorias eram contrafeitas. Onde se viu tal coisa. Todos sabem que o Papai Noel tem produção própria e está livre dessas coisas.
É esquisito pois sempre as transportou sem problemas.
A brigada fiscal também lhe criou obstáculos e, chegou mesmo, a apreender um trenó por falta de guia de transporte. Quem diria, obrigar o pobre Pai Natal a burocráticos actos administrativos.
É de mais! Esta gente perdeu o espírito natalício!
Depois ficamos admirados porque tantos ficaram sem receber presentes.
Como se vê ele não teve culpa. A culpa é do sistema.
O que vale é que um menino está a desabrochar.
Vai chegar não tarda. É o Ano Novo. Vem prazenteiro e cheio de genica. Nem sabe o que o espera, coitado!
Quando ele se aperceber da crise, do desemprego, da inflação, da corrupção, do défice e dessas coisas de que a televisão todos os dias nos fala, vai ficar desconcertado.
Esperemos que não desista e que como nós saiba resistir.
Que remédio!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Minha primeira carta ao Pai Natal......




Olá Pai Natal.
Sou o Manuel!
Eu sei que não te lembras de mim e não precisas procurar na lista porque sai de lá há muito, se é que alguma vez lá estive.
Quando eu era pequenino tu ainda eras só São Nicolau padroeiro dos marinheiros. Pai Natal não havia. Nem Coca-Cola.
Era o Menino Jesus que fazia a distribuição das prendas, mas não se saiu lá muito bem. È o que parece!
Também, onde se viu encarregar um menino de uma tarefa tão grande?
Era natural que houvesse falhas. O menino que morava ao meu lado tinha sempre o sapatinho atulhado de prendas e o meu acordava como tinha adormecido, vazio.
Seria que a outra chaminé era mais acessível? Nunca cheguei a descobrir!
Depois alguém viu que essa missão era demasiada para um menino e a Direcção de Recursos Humanos da Coca-Cola resolveu, e muito bem, a mudança.
Foi a tua sorte, pois de um Santo só conhecido nalguns países passastes a um símbolo do Natal.
Agora tem atenção e não cometas os mesmos erros. Olha que a Coca-Cola ainda existe e pode escolher outro. Tem cuidado!
Era só isto que tinha para te dizer.
Desejo que tenhas um Bom Natal.
Manuel


PS
Olha que há meninos que não tem chaminé e muitos nem sequer têm sapatos. Não os esqueças.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

É Natal....



Os meus amigos, pelo menos aqueles que melhor me conhecem, sabem que para mim o Natal é apenas uma data no calendário, é um dia a mais na minha vida.
Não que eu queira esconder a magia da quadra ou descaracterizar todo o sortilégio das festas. Longe de mim tal ideia.
Respeito todos quantos vivem de forma tão intensa estas festividades, todos os olhos que brilham perante o presépio e a árvore de natal.
Eu sou solidário com as “minhas” crianças, compartilho com elas, vibro com elas, vivo a simplicidade com que acreditam no Pai Natal.
Como me lembro da minha sobrinha dizer:
-Tio, porque me mentiram, eu descobri que o Pai Natal não existe!
Na escola aprendemos as verdades da vida e perdemos tantas das nossas ingenuidades.
Tive dificuldade em explicar, mas consegui que ela se apercebesse que a descoberta do Pai Natal era a transição de meninos pequenos para meninos grandes.
Agora ela já sabe que para o irmão o Pai Natal ainda existe.
Sabe e sabe porque.
Não é por uma questão de agnosticismo, crença moral, ou por estar mal com o mundo. Nada disso. Eu sei que o Natal é um marco na vida das pessoas. È o dia em que todos mais se lembram de todos. È o dia em que a desgraça alheia entra mais facilmente dentro de nós. É a época em que somos, mais, solidários.
Não me julguem por não gostar do Natal.
Todos nós temos, sempre, uma razão para tudo.
Eu, também, tenho esse direito.

Para todos aqueles que me fazem felizes por compartilharem comigo este Blog, os meus desejos de um Natal fantástico e um Ano de 2009 repleto de coisas maravilhosas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Aconteceu?....



Já foi há tanto tempo que por vezes tenho dificuldade em me lembrar de todos os acontecimentos.
Estava um entardecer mágico, o Sol inundava o céu de uma tonalidade em que os rosas e os amarelos se entrelaçavam de forma tão harmoniosa que era uma bênção poder espraiar a vista no horizonte.
Os homens regressavam do trabalho e os carros puxados pelas bestas entoavam as ruas com a chiadeira dos seus rodados.
Não tardava ia anoitecer. A noite, clara e luminosa, iria tomar conta da povoação. Na Sociedade Recreativa ultimavam-se os últimos pormenores para o baile que não tardava iria animar a monotonia da aldeia.
No palco o conjunto ensaiava os acordes para uma ruidosa noite de animação.

Era linda. Uns olhos negros, profundos, contrastavam com a alvura de uma tês luminosa.
Uns cabelos da cor da noite escura caiam em suaves caracóis sobre os ombros desnudados.
Sorrio-me de uma forma tão cativante que fiquei sem saber o que fazer.
Sorri também.

Não tardou, rodopiávamos na sala, entrelaçados nos braços um do outro. A música era má, mas quem deu por isso?

-Sou a Celeste, vivo na vila e sou filha do José Romão. Vou embora, já me esperam lá fora. Levo o teu lenço vermelho e espero por ti amanhã.

Deixou os meus braços, sacou o lenço que enfeitava o bolso do meu casaco e desapareceu na noite.

No dia seguinte estava na Vila.
Um homem, à porta de um café, olhou-me curioso.
-Boa tarde, onde mora o senhor José Romão?
-Amigo, vem tarde o Zé Romão morreu, ou fez ou vai fazer um mês. Com ele já ninguém fala.
-Mas.... eu... própriamente não queria falar com ele, mas com a filha a Celeste.
-É o mesmo. O Zé a Celestinha e a mãe morreram no mesmo desastre. Foi além na curva que vai para a ponte do ribeiro. Como disse deve ter sido há um mês. Foi uma desgraça muito grande.
-Como pode ser? Estive ontem a dançar com a Celeste!
-Alguém mangou consigo, amigo. Olhe vá além ao cemitério e verá a três campas novas ao fundo da vereda, tem lá as fotografias.

Fui ao Cemitério e encontrei as três campas. Não precisei de ver mais nada. O meu lenço vermelho estava estendido em cima da pedra, junto à foto esmaltada da Celeste.

Não olhei para trás, entrei no carro e desapareci na curva da estrada.
Nunca mais danço com estranhas.....