quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O meu canto



Os salpicos do meu Blogue, são lágrimas da minha vida;
Pedaços que o tempo deu. Memória nunca esquecida;
São lamentos que eu deixei. São coisas do meu passado;
Ternuras que recebi, dum destino mal fadado;
Agruras nunca esquecidas, que carrego no meu ser;
Imagens que nunca morrem, não as quero deixar morrer;
Grito, lágrimas e desgosto que o destino me reservou;
Saudades, que me atormentam, de quem foi e me deixou:
São salpicos disfarçados em poesia sem rima;
Para enganar a tristeza que me postaram em cima;
São canções que eu não canto e ninguém as quer cantar;
Emoção tão reprimida, que ainda me há-de matar;
Lágrimas do meu sofrer. Poemas do meu sentir;
Saudades do que passou, medos do que está para vir;
Tormentas que me angustiam de forma tão dolorosa;
Saudade do que não tenho, desta vida tão penosa;
Romance do infortúnio, que um dia hei-de escrever;
Palavras gravadas por mim e que ninguém irá ler;
Renascer no tempo vindo, num tempo que chegará;
Num dia que não existe e que nunca existirá;
Morrer como quem nasce, na dor de quem nos pariu;
Deixar por fim esta vida... pensando que não existiu.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Por vezes, sim....



-Tio. Tu tens medo do escuro?

Resposta difícil a uma questão tão simples.
Dizer que não, é mentir. Dizer que sim, é alimentar uma lenda de “cocas” e “papões” que não tem razão de existir.

-Não querida. Porque havia de ter medo do escuro? O escuro não existe, o escuro é só porque a luz está apagada.

Mas a verdade é que muitas vezes tenho medo do escuro. Quantas noites, eu, fico perscrutando os indetermináveis sons que a minha imaginação alberga.

-Sabes amor, é natural que quando não vemos as coisas fiquemos com receios. Mas medo não devemos ter.

Tantas vezes, sinto que algo se move no meu medo. Oiço as vozes do meu desassossego.

-Mas tio todos os meninos e meninas tem medo!

Todos os meninos e tantos adultos. Nós dizemos que não, mas há algo que nos atemoriza. O escuro é como o desconhecido e, só os mais intrépidos se aventuram nessa descoberta.

-Tio agora que estás ao pé de mim, podes apagar a luz que eu não tenho medo.

-E eu ao pé de ti também não. Dorme descansada!

Fico absorto no enlevo do sono tranquilo.
Os meus medos ficam para depois, para quando a solidão se alberga dentro de mim.



terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sentir......





Quero sentir as pétalas do teu corpo
Da rosa desfolhada devagar
Murmúrios que ensurdecem na saudade
Do amor que não consigo encontrar

Quero beber a seiva que alimenta
O fruto desejado do sentir
Ver a luz dos olhos que me cegam
Dos lábios que não sabem mais sorrir

Gritar bem alto esta revolta
Que sangra… dolorosa no meu peito
Sentir-me perdido no caminho
Nesta forma desastrada…neste jeito

Quero ser o poeta da desgraça
Sentir a loucura do amar
Cantar minha mágoa dolorida
Da rosa desfolhada devagar



terça-feira, 3 de novembro de 2009

Só nós .........



Não sei se foi um sorriso ou e se foi apenas um esgar que lhe arrepanhou os lábios. Havia tanta tristeza naquele rosto que o brilho se perdia e deixava, apenas, um franzir quase imperceptível.

Olhei os olhos que me fitavam e tentei vislumbrar alguma chama naquele olhar tão triste.

Pareceu-me que uma lágrima, teimosamente, queria escorrer mas que o orgulho que lhe restava conseguia segurar.

Era uma angústia reprimida, um sufoco que apertava o coração de uma maneira tão intensa que se notava na mágoa daqueles olhos.

Fiquei deslumbrado pela beleza escondida e abafada por tamanho sofrimento.

Que seria que, tão intensamente, perturbava aquele rosto radiante de beleza, mas tão carregado de mágoas?

O meu pensamento cogitava tantos motivos. O marido fugiu com uma brasileira mais afoita?

O namorado descobriu que afinal não gostava, especialmente, de mulheres?

Timidamente aproximei-me e perguntei o que ensombrava a beleza daquele olhar?

Fitou-me de uma forma curiosa, aproximou a boca do meu ouvido e contou-me todas as suas mágoas.

Compreendi o sofrimento.

Era minha irmã na desgraça.

Encostamos as nossas cabeças e choramos em uníssono.

Um Presente..., Um Desafio...



Hoje fui presenteado com este selo pelo, http://atomovida.blogspot.com/ e, confesso, fiquei surpreendido mas também muito feliz.

Muito obrigado por esta imerecida escolha.

E agora, terei que responder ao seguinte:

1- Escrever uma lista com 8 características
2- Convidar 8 bloggers para receber o selo
3- Comentar no Blog de quem lhe deu o selo
4- Comentar no Blog de quem escolheu.

Falar de mim é uma tarefa difícil, pois queiramos ou não, nós não conseguimos ser totalmente isentos.

No entanto julgo que sou:

Sincero
Terno
Romântico
Apaixonado
Teimoso
Dedicado
Idealista
Sonhador

Tenho, certamente, outras qualidades mas deixo aos amigos o favor de as descobrirem.

Vou apenas oferecer a um Blogue porque os outros, a quem também gostaria de oferecer, já o receberam.

http://pimpinhasblog.blogspot.com/

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Num arco de flores




Partistes, de repente, num arco de flores
Num terno adeus, num até mais não.
Fiquei tão só, carpindo minhas dores,
Na mais longa e dolorosa escuridão.

Nada mais interessa, mais nada existe,
Só o espinhoso escuro da minha solidão.
Morri... também... no dia em que partiste,
Tudo acabou, mais nada existe... desde então.

Escuto a tua voz...suave...no meu pensamento
Melodias de palavras murmuradas... só para mim
Murmúrios doces...sons de puro encantamento;

Arco de flores... sorriso que o tempo já murchou,
Morro devagar. Sentindo a dor do meu sofrimento.
Que chegue a hora, não quero mais ser quem sou.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Segui os teus passos



Segui os teus passos como se os teus pés fossem o embalo do meu caminhar;

Segui os teus passos perdido na jornada confusa da senda do teu percurso;

Segui os teus passos em memórias dispersas num caminho sem avançar;

Segui os teus passos num horizonte sem fim... vereda estreita e tortuosa;

Segui os teus passos em agruras de marcas indeléveis... num futuro sem termo;

Segui os teus passos na tristeza de tempos que foram e mais não são;

Segui os teus passos e sinto as grilhetas cravadas na carne... sangue... exangue;

Segui os teus passos como alma olvidada no tempo,gritos de ais... promessas de nãos;

Segui os teus passos com saudades de períodos que não existiram...alento perdido no etéreo;

Segui os teus passos em clamores de mágoas... lágrimas...saudades... lembranças esquecidas;

Segui os teus passos...por fim... destruído de existência, morto de emoções...trôpego...extinto;

Segui os teus passos... cego...enganado por promessas que eram mentiras, apenas embustes;

Segui os teus passos e hoje nada me resta, nem o simples rasto dessa...longa... caminhada.

Hoje não tenho os teus passos...

...caminho nos meus... na procura de quem me possa encontrar.