
Todos nós conhecemos uma Maria Inês. Eu conheço uma que, por vezes, serve para estes meus escritos.
-Mãe…oh mãe.
-Que é rapariga? Essa gritaria toda para que?
-Que dia é hoje?
-Sexta-feira. Porque?
-Não é isso, Que número de dia?
-Oh rapariga, dás comigo em maluca. Hoje é dia 4. Que se passa?
-Porque estou lixada! Esta gaita já está oito dias atrasada.
- Já fizestes asneira? Este teu juízo, ou melhor, falta dele não te auguram nada de bom. Eu já estava admirada que isso só tivesse acontecido agora. Não prestas para nada, a não ser para me dares desgostos.
-Mãe não seja assim. Oh pá… são coisas que acontecem. Eu sou gira e tenho que viver a vida.
-Desgraçada! E quem é o sujeito que te fez isso?
-Sei lá! Pode ser o Augusto, o Gilberto, o Vítor, o André ou o Ricardo.
-Valha-me Deus! Ao que o mundo chegou. E agora o que pensas fazer?
-Sei lá! Agora vou fazer uma dessas cenas para ver se estou grávida. Depois ou estou ou não estou.
-Isso é uma verdade de Monsenhor La Palisse
-Que merda é esse do tal Monsenhor?
-Esquece! Se tiveres prenha que pensas fazer da tua vida?
-Ora vou ganhar umas massas. Cada um dos gajos dá-me pasta para a parteira. Recebo de cinco e pago um, logo fico a ganhar quatro. Se não estiver ,digo que estou, eles pagam na mesma e ainda ganho mais. Diz lá que eu não sou esperta!
-Meu Deus criei um monstro!







