
Hoje fiquei siderado, não esperava mais esta.
Eu sei que um coro se vai voltar contra mim, são os falsos pregadores de liberdades. São os que à sombra do que é moderno se arvoram em defensores das autonomias, pregadores de costumes latos e, no fundo, não passam por serem, apenas, uns prosaicos defensores do indefensável.
Como já deixei bem vincado, eu sou um fervoroso adepto de todas as liberdades, por isso tenho lutado pela minha, dentro de princípios e regras que não devem extravasar o senso comum.
Concordo que os homossexuais, leia-se paneleiros e lésbicas, tenham a vida que quiserem, que durmam e façam o que bem lhes dá na gana.
Aceito que tenham o gosto de viverem como par, com os mesmos direitos e deveres de todos os casais, legalizando-se para efeitos fiscais e direitos de herança e sobrevivência.
Têm direito a isso!
Agora casar, não, isso nunca. Casar é a união entre dois indivíduos de sexos diferentes, nunca a triste figura de dois seres do mesmo sexo em cenas que, os próprios irracionais, evitam.
Tenho nojo e repulsa quando vejo dois homens, pior que duas mulheres, em cenas de língua dentro da boca.
E quando são dois homens de barba ou bigode?
Ainda pior.
Aceito que estou fora de moda, ou que fui educado com outros conceitos sobre os valores humanos. Fui ultrapassado pelos modernismos.
Pronto, aceito, o erro é meu!
Mas agora, ler num jornal, que a Câmara Municipal de Lisboa vai aceitar inscrições dos homossexuais para os casamentos de Santa António, isso é que não.
Tenho a certeza que é agora que o Santinho salta do altar e quebra a bilha.




