sábado, 19 de abril de 2008

Crime ou talvez não....




Aproveitando uma tarde agradável alguns casais e crianças andavam em ameno passeio junto ao cais quando um miúdo gritou:
-Pai tá ali um homem dentro do mar!
Todos os olhos se voltaram para o local para onde o rapaz apontava e na realidade um corpo boiava, sendo atirado pela sondas contra a amurada.
Até chegar a polícia, foi o caos, uns gritavam, outros corriam para melhor observarem o acontecido. Os guardas isolaram a área e os bombeiros puderam avançar na operação de resgate do corpo. Não foi tarefa fácil porque o mar estava alteroso., mas por fim conseguiram içar, meter num saco plástico e partirem em direcção ao Instituto de Medicina Legal.
A pouco e pouco as pessoas foram dispersando e a calma voltou ao local.
A PJ tomou conta da ocorrência e desde logo, começaram as investigações no sentido de identificar o cadáver, o que foi fácil pois a carteira estava intacta com os documentos e em muito bom estado.
Havia, entretanto, que aguardar pelo resultado da autópsia para descobrir as causas da morte.
No outro dia os jornais, em notícia pouco destacada, apenas referiam que um cadáver não identificado foi recolhido pelos bombeiros junto ao cais.
A PJ sabia que se tratava do corpo do Doutor Catarino Almeida de 32 anos, Empresário de sucesso, dono do mais reputado colégio da cidade.
Para iniciar as investigações resolveram fazer uma visita ao colégio logo pela manhã e ter uma conversa com todos os professores.
Foram recebidos cordialmente pelo Doutos Sepúlveda director do colégio que surpreendido pela visita na PJ, não deixou de se colocar à sua disposição para tudo.
Os agentes (Castro e Morais) apresentaram-se e pediram para reunir todo o corpo docente.
Na reunião, na sala dos professores, o agente Castro limitou-se a dizer :
-Meus senhores o Doutor Catarino Almeida foi encontrado já cadáver e encontra-se no Instituto de medicina Legal para ser autopsiado, nada mais podemos adiantar até sabermos as causas da morte.
Não vale a pena fazerem perguntas, pois por enquanto, mais nada podemos adiantar.
Ficaram todos transtornados e algumas das professoras não deixaram de soluçar.
O agente Morais pediu, então, a que um por um fosse ouvido em privado.
O primeiro foi o Dr. Sepúlveda que apenas pode acrescentar que esteve na sexta-feira, ali no colégio com o colega, saíram por volta das 19,30 e cada um seguiu o seu destino. Não lhe conhecia inimigos e que era estimado por todos, colegas, alunos e pessoal.
Seguidamente a Doutora Alda., uma loira muito interessante, confirmou quanto todos gostavam do colega e patrão. O Agente Castro perguntou:
-Havia entre a doutora e a vitima alguma relação mais intima, desculpe a pergunta, nas é importante.
-Essa pergunta devem deixar para a minha colega Raquel, que sempre teve essa ideia com medo que alguém lhe roubasse o eleito. Ela é que estava verdadeiramente interessada, todos o sabem. Ela é que não o deixava um instante.
E mais nada tenho a acrescentar.
O doutor Serafim, tal como a doutora Adelaide nada de interessante puderam acrescentar, tinham estado com ele na sexta-feira ate à hora de saírem e não conheciam quem lhe pudesse querer mal.
Por ultimo a doutora Raquel, uma morena muito interessante, muito segura e fazendo notar todos os seus atributos físicos.
Cabelo negro com reflexos de asa de corvo, olhos grandes e provocadores e um corpo bem composto e com todos os atributos nos seu lugares.
Confiante perguntou:
-Que querem saber de mim?
-Primeiro, saber se entre si e o doutor Catarino havia alguma relação especial?
-Bom é verdade que ela andava interessado em mim, todos o podiam notar e é natural
pois como podem ver eu não sou propriamente para se deitar fora. Mas além disso
mais nada a não ser a inveja das minha colegas, que por tudo e por nada se mordiam
e me tomavam por culpada de tudo. Não me admirava nada que um dia, ainda, digam
que fui eu que o empurrei.
-Mas, quando o viu pela ultima vez?
- Como todos na sexta-feira
-Tem a certeza?
-Pode crer que sim.
-Bem, doutora Raquel terá que nos acompanhar
-Eu, porque?
-Depois saberá. Mas para já é a principal suspeita

Nos corredores ouviam-se as correrias e os gritos dos alunos que indiferentes a tudo continuavam com a sua rotina diária