quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O meu canto



Os salpicos do meu Blogue, são lágrimas da minha vida;
Pedaços que o tempo deu. Memória nunca esquecida;
São lamentos que eu deixei. São coisas do meu passado;
Ternuras que recebi, dum destino mal fadado;
Agruras nunca esquecidas, que carrego no meu ser;
Imagens que nunca morrem, não as quero deixar morrer;
Grito, lágrimas e desgosto que o destino me reservou;
Saudades, que me atormentam, de quem foi e me deixou:
São salpicos disfarçados em poesia sem rima;
Para enganar a tristeza que me postaram em cima;
São canções que eu não canto e ninguém as quer cantar;
Emoção tão reprimida, que ainda me há-de matar;
Lágrimas do meu sofrer. Poemas do meu sentir;
Saudades do que passou, medos do que está para vir;
Tormentas que me angustiam de forma tão dolorosa;
Saudade do que não tenho, desta vida tão penosa;
Romance do infortúnio, que um dia hei-de escrever;
Palavras gravadas por mim e que ninguém irá ler;
Renascer no tempo vindo, num tempo que chegará;
Num dia que não existe e que nunca existirá;
Morrer como quem nasce, na dor de quem nos pariu;
Deixar por fim esta vida... pensando que não existiu.

1 comentário:

AnaT disse...

Esse romance eu quero ler! ;o)