quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Progressos



Já sei que vou ser verberado, mas não me importo!

Há coisas que mexem comigo e não posso ficar indiferente, tenho direito á minha indignação e, respeitando todas as opiniões não me inibo de expressar a minha.

Não concordo, pronto, não concordo com essa coisa do casamento dos homossexuais. É-me indiferente que coabitem, que vivem em comunhão, que se divirtam como gostam. Afinal o cú é deles!

O que não me passa, pela cabeça, é essa coisa de casamento.

Imaginar dois marmanjos de vestidinho de cerimónia e, um de grinalda na cabeça com um raminho de rosas vermelhas na mão, perante um Conservador.

A quem vai o Senhor fazer aquela pergunta sacramental?

-É de sua livre vontade aceitar o Senhor Onofre como sua legitima esposa?

E se forem duas mulheres? Uma, decerto, de fraque e chapéu de coco e a outra de vestidinho cor-de-rosa, como reagirá quando lhe perguntarem?

-É de sua livre vontade aceitar a Dona Genoveva como seu legítimo marido?

Se isto nem gramaticalmente bate certo, como pode resultar na prática?

Vivam juntos, procriem se conseguirem. Mas casar? Tenham juízo!

Já aceito a nova terminologia de gays e lésbicas. Aceito para não melindrar os mais sensíveis a certos termos, porque nunca foram assim conhecidos.

Não, não vou dizer os termos certos.

Vocês sabem!

É pá que arranjem uma legalização da união, tem esse direito. Mas casar? Isso não!

Fico por aqui.

Ao que chegámos!

2 comentários:

Luz disse...

Manuel,
Subscrevo inteiramente o seu pensamento, as suas palavras.
Para mim esta questão não tem a ver com ser antiquada, bota de elástico, conservadora, mas há valores, além de todo um contexto cultural que não pode ser desprezado em prol de algo que se me permitem vai contra natura. Amem-se, vivam juntos, façam o que entenderem, mas casar, por favor, onde nós chegámos!!

Bjnhs de Luz

AnaT disse...

Manuel, o que me arrelia não é o casamento dos homossexuais, arreliam-me é que com tanta coisa mais importante para se fazer neste país, nos últimos tempos só se fala nisto... não terão os nossos governantens coisas mais importantes para fazer?