domingo, 21 de fevereiro de 2010

Angustia




Olho ao longe e penso lobrigar numa curva do tempo as coisas que ficaram perdidas.

São quimeras, loucuras de sonhos que de sonhos nunca passaram.

São coisas, que as agruras da vida deixaram como marcas indeléveis.

Mágoas que ficaram gravadas como ferretes na carne.

Realidades simples que morreram, como morrem as ilusões, numa das voltas do destino.

Promessas de loucuras que não passam apenas disso, de loucuras.

Olho e tento vislumbrar um menino que quis ser menino, mas nunca o deixaram ser.

Queria chorar mas as lágrimas, há muito, morreram dentro de mim.

3 comentários:

Luz disse...

Amigo Manuel,
O que dizer aqui..., neste momento nem sei se consigo...
Apenas deixo cair as lágrimas que saem desta alma também de Luz.
A angústia também me toma e assola por motivos diversos e, que neste período, nesta fase têm sido complicados de gerir.
É quase como o saber qual o meu ser e, ao mesmo tempo perguntar-me o que foi feito desse mesmo ser que sei que é o meu e, parece ter sido distorcido...
Sei que a minha essência permanece, mas quero-a sempre forte e presente como antes!

Grande beijinho com amizade da Luz

Kimbanda disse...

Olá Manuel, caro amigo.
Alguma nostalgia e um olhar pelo percorrido, fazem falta também. De quando em vez esse inventário tem de ser feito.
Penso que embora lá longe no tempo, não terão ficado perdidas as recordações, os sonhos não realizados e as realidades que o deixaram de ser. Imagino antes que todo esse enriquecedor conteúdo é o alicerce do que realizámos após e, que no presente nos está escorar.
Percebo bem o que é o choro cristalino da alma que não pranta salgada em lágrimas e morre lá dentro sem gritar.
Um muito forte e amigo kandando muito especial para si!
O amigo me deixou emocionado...

Sonhadora disse...

Meu querido manuel
Lindo e triste o teu texto.

Realidades simples que morreram, como morrem as ilusões, numa das voltas do destino.

É mesmo assim que eu me sinto.

Beijinhos
Sonhadora