domingo, 13 de março de 2011

Ciúme...



Olhos fundos, lagos de ódio.

Um azul de emoções, setas apontadas, ciúme que mata.

Calafrios, mil corpos, noites escuras, mesclas de ironias, sorrisos matizados,

Ódios e vinganças, suspeitas que cegam, amores acabados.

Lábios entreabertos, pérolas de sangue escarlate, voz rouca de choro contido.

Nervos sofridos, ameaças veladas, vinganças de posse e desejo.

Corpo ondulante, curvas simétricas, espirais de desejos, rancores incontidos.

Arma que ladra, som do trovão, bala que mata.

Corpo que tomba, que se contorce, quer respirar mas não.

Sangue que jorra, vida que foge, esgar de dor, sorriso que morre, vida que abala.

Suspeita acabada, amor que ficou, paixão que se mata num corpo caído.

Algemas que fecham, um choro abafado.

Amor que finou, amor terminado.




12 comentários:

Magia da Inês disse...

Amigo,
Como você escreve bem!!!
Há uma certa poesia no jeito de abordar a tragédia.
Uma linda semana cheia de paz e muitas alegrias.
Beijinhos.
♫ ♫. • º *
✿ Brasil
º ✿ ♥

AFRICA EM POESIA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
AFRICA EM POESIA disse...

Venho deixar um beijinho


Neste momento quero expressar aqui a minha solidariedade a todas as Famílias atingidas pelo tsunami de ontém.ONDA DEVASTADORA


Onda devastadora, cheia de beleza
Que rapidamente se transformou...
E destruiu tudo por onde passou...

Correu com loucura pela praia...
Saltou montes e vales...
Tudo levou e tudo varreu...

Onda sem compaixão...
Que entre os seus longos braços...
Tudo levou, pais, mães e filhos...

Sem piedade levou o amor da família...
Levou também o trabalho da terra...
E deixou, apenas a dor...

Dor de quem ficou e de quem tudo perdeu...
E tu onda devastadora...
Soltaste os teu braços...
E calmamente te foste!...

LILI LARANJO

1

Vivian disse...

Bom dia,Manuel!!

Quem nunca sentiu ciúmes,que atire a primeira pedra.Mas vamos aprendendo o quanto este sentimento é inútil...ninguém consegue ser feliz com quem não nos quer...
Mas chegar, a por fim a uma vida por ciúmes...é terrível...é não ter amado e sim se achar dono do outro!É posse!
E infelizmente acontece tanto...
**Meu amigo, escreve divinamente!
Mesmo o assunto ser assim...tão "espinhento", percebe-se o quão bem escrito está!
Beijos
Boa semana!

Luna Sanchez disse...

Amor que não é amor, é doença.

Beijos, moço.

Sandra Botelho disse...

O ciume é um veneno que mata o amor.beijos amigo dias de luz pra ti

Menina do cantinho disse...

Ciúme em excesso faz que o amor se transforme em obesessão.

Deixei mais um selinho para si no Cantinho Pequenino.

Beijinhos

Jacque disse...

Tenho um selinho pra vc, no Blog A CASA DA FADA.

Beijo

Kimbanda disse...

Boa tarde, amigo Manuel.

Tem alturas que a poesia é a forma possível de abrir a janela para arejar.
Para mim é terapia.
Todos os que amaram alguma vez, sabem como é lancinante uma ponta de ciúme, mas quem o transforma em sombra de um amor, também terá provado como doentio é, e mata o amor.

Gostei muito do poema e da intensidade nele implícita.
Vou ficar por cá mais um pouco e ler o que não tenho acompanhado, nestes dias que tenho tido net aos soluços a somar à falta de tempo.

Forte kandando.

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

Hoje passando apenas para oferecer o meu selinho de 500 seguidores...feito com o carinho de todos que me seguem.

Beijinhos
Sonhadora

AFRICA EM POESIA disse...

Manuel



CONVITE

A Direcção da Casa de Angola tem a honra de convidar V.Exa. para a apresentação do livro
Caminhei&caminhando de Lili Laranjo, bem como a inauguração da exposição de pintura da mesma autora intitulado Angola no meu coração a realizar no dia

8 de Abril pelas 17h, que terá lugar no nosso auditório.

Na mesma data organizamos um jantar no nosso espaço gastronómico.

Para reservar queira por favor contactar os nossos serviços.
Com os nossos melhores cumprimentos

Miguel Sermão
Egidio Feijó
Departamento Cultural



Travessa da Fabrica das Sedas, nº7
1250-107 - Lisboa
Telef. 21 386 3496

( Este Convite é um pedido para ter os amigos e os amigos dos amigos.. o jantar será caldeirada de cabrito e a preço económico.)

Luz disse...

Caro amigo Manuel,
Quando o ciúme nos toma a razão é porque já há obsessão, há um amor doentio, castrador do outro que se diz amar e, pode começar a violência psicológia que é silenciosa e consegue ser das mais violentas.
Uma vez mais a realidade tão presente nas suas palavras.

Beijinho com amizade