quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A Casa das Açucenas - Final







Apenas porque me pediram, fiz uma segunda parte.

*******


Voltei passado um ano, a casa estava reconstruida, já não era a casa assombrada, canteiros de lindas açucenas davam-lhe um novo nome.


****

O desejo foi maior que a vontade e tive que voltar, jurei que seria a última vez.
Já ia um ano passado mas as saudades não me deixaram enterrar o luto e manter, apenas, a doce recordação.

Foi numa quinta-feira, estava calor como nos dias em que nos sentávamos, à beira mar, e apenas deixávamos falar o silêncio, olhávamos o mar e, eu, tentava adivinhar os pensamentos daquele olhar perdido num horizonte distante. Não o queira perturbar mas, por vezes, em tom de brincadeira, dizia-lhe:

-O meu reino pelos teus pensamentos.

Abria um sorriso e a resposta era sempre a mesma:

-Não ias gostar, são más recordações.

Voltei à casa, nem sei bem o que esperava, talvez só matar saudades.

Era a mesma e parecia tão diferente, as açucenas não estavam ainda floridas mas, nos canteiros, já se conheciam os pequenos botões prestes a florir.
Estava pintada de branco, os frisos que a contornavam e à volta das janelas, um rosa claro dava-lhe um ar, quase romântico.
Em cima, entre as duas varandas, um painel pintado destoava no conjunto, um pouco estranho, alguma alegoria que ia alem da minha imaginação.
Era oval, entre o sacro e o profano, como figura central a representação de um anjo vingador ou, talvez, uma gárgula pronta a voar no emaranhado de símbolos que a contornavam.
O painel era bonito mas pouco adequado, estava fora do conjunto.

Um último olhar, uma despedida, tentar acabar um luto.

Entrei na mercearia, ia comprar um pacote de bolachas, pretexto para uma ultima conversa.
A senhora, por detrás do balcão, parecia perdida em pensamentos, olhou-me sem ter certezas.

-Boa tarde, deixei cair, queria um pacote de bolachas torradas!
Já não se lembra de mim, pois não?

-Agora já, respondeu, era o namorado da Clarice.

-Não era não, com muita mágoa mas não, ela apenas me aceitou como amigo, nada mais.

Pareceu ficar confusa.

-Eram os traumas, acrescentou, há feridas que demoram muito a sarar. Ela ainda vivia no medo, afinal foram três anos de sofrimentos.

-Mas que aconteceu? Perguntei curioso.

-Julguei que sabia, respondeu, e só lhe vou contar porque a Clarice já cá não está.

Ela viveu três anos com alguém que a maltratou, lhe deixou marcas profundas. Um malandro que nunca trabalhou, viveu às atenças da coitada e os únicos carinhos eram maus tratos e tareias que ela escondia. 


Um dia, entrou por aquela porta a pedir socorro, o malvado tinha exagerado, estava toda negra.
Ela não queria mas, chamei a polícia, levaram-na para o hospital, esteve três dias internada.

O patife esteve detido algumas horas, voltou para casa como se não fosse nada com ele.

Quando voltou, o malandro, estava à espera e pronto para voltar ao mesmo. E voltou, descarregou na pobre as horas que esteve detido, ela gritou os vizinhos acudiram e deram uma sova, no maldito, que serviu de emenda, nunca mais apareceu por aqui, mas perseguia-a onde quer que fosse.
Um dia, num Centro Comercial, tentou uma agressão, foi detido e um juiz proibiu-o de se aproximar, num raio de 600 metros, se reincidisse era preso.
Nunca mais se viu por estes lados.

-Obrigado por me contar tudo isso, agradeci.

Sabe como se chamava o pilantra?

A mulher pensou, um bocado, antes de responder:


-Era Eduardo e o apelido, deixe-me lembrar, era um pouco esquisito. Deixe-me pensar um bocadinho. Ah...já sei! Era Eduardo Bidão, imagine alguém com esse nome, mas eu ouvi quando a policia o levou para a esquadra.

Agradeci e despedi-me do local, não pensava mais voltar.
Só depois reparei que acabei por não levar as bolachas.

Abri a oficina mais cedo do que o costume, tinha um carro para entregar hoje e a tarefa ainda estava atrasada.

Estava a correr a porta ondulada quando um VW Polo, verde, passou em alta velocidade. Lembrei-me de alguém que com um carro igual apareceu na minha vida e a deixou marcada para sempre. Foi, então, como um “flash” que, uma ideia, trespassou na minha frente.                                  
E porque não? Pensei.

Acho que a polícia foi demasiado permissiva, tinham o elo mais fraco, não precisavam de mais nada, terminaram uma investigação com a prisão do maior de todos os inocentes.

*******

Tenho um plano, não será fácil mas é um princípio.
Vou começar, tenho passos a dar, um de cada vez.
Vou começar pelo Google, pode aparecer no Facebook, Linkedin, Twitter, Instagram ou em qualquer rede social.

Tive alguma dificuldade, não sou muito versado nessas coisas da internet, mas com a ajuda do meu sobrinho, era muito mais fácil. 

Foi um fim-de-semana de pesquisas mas, no fim, apenas resultou o desalente, nada nem ninguém para uma pista.

O Nuno, meu sobrinho, viu o meu desalento e perguntou:

-Tio porque quer encontrar esse sujeito?

Menti, não devia, mas menti quando lhe respondi:

-Foi um meu camarada da tropa e gostava de o encontrar!

O Nuno insistiu:

-Então deve ter telemóvel, hoje todos têm, porque não vai às companhias perguntar.

-Que grande ideia, exclamei, dá cá um abraço, és um génio!

*****

Tenho amigos, conhecidos, e até clientes nas principais operadoras, vou avançar.

Não foi fácil, não era permitido, tinham receio, havia sempre uma desculpa até que um me deu esperança. Estava com contrato a prazo que ia acabar em breve, se renovassem não arriscava, mas se não, podia contar com isso, aliás,  já tinha encontrado alguém com esse nome.

Pela primeira vez, na minha vida, fui egoísta, não queria, mas desejei que não lhe renovassem o contrato.

O azar de uns é a sorte de outros, já tenho o telemóvel e a morada de um tal Eduardo Bidão.

Agora ia procurar certezas, como? Não sabia mas ia encontrar mesmo que fosse a última coisa a fazer na minha vida.

Cedo fui procurar a morada, em frente um pequeno café, meia tasca, onde entrei. Pedi uma bica, meti conversa com o rapaz que estava ao balcão:

-Não vinha há muito a este sítio, mas é grande e está muito desenvolvido. Ando a ver, estou à procura de casa e este zona até não me desagrada.

O rapaz sorriu, olhou para os lados antes de responder:

-Quer um conselho amigo? Há sítios melhores, este à noite não é assim tão seguro, eu trabalho aqui mas felizmente moro longe.
Agradeci:

-Obrigado pelo conselho e, a propósito, conheci há anos, por aqui, um Eduardo Bidão, mas nunca mas o vi.

Pareceu ficar inconfortável:

-O Bidão mora aqui em frente, ainda deve estar na cama, mas não é grande companhia.

-Mas ainda mora aqui?

Respondeu:

-Mora infelizmente, esteve uns três anos, ou mais, a viver com uma gaja, mas parece que ela correu com ele e voltou para chular a velha. Está a dormir de certeza, tem a moto estacionada em frente da porta. Aquela Yamaha é dele.
Mostrei o melhor sorriso:

-Obrigado amigo pela simpatia e sinceridade, vou seguir o seu conselho e vou procurar noutro sítio.
Paguei o café, com um euro, e deixei o troco.

Fui para o carro, dei a volta e fiquei em posição de ver quem entrava ou saia daquela porta.
Eram 11 horas quando um tipo, com ar petulante, abriu a porta e se dirigiu para a mota. Com toda a discrição tirei, com o telemóvel, uma foto antes que ele arranca-se com muito barulho à mistura com fumo escuro.

***

Fiquei nervoso, o meu coração batia de forma desordenada, arranquei com o carro e fui direito à mercearia.


A senhora quando me viu, tirou debaixo do balcão um pacote das bolachas e com um sorriso exclamou:

-Estão aqui! Ainda cheguei à porta mas não fui a tempo.

-Obrigado, mas não vim pelas bolachas. Quero pedir um favor, vou-lhe mostrar uma foto para ver se conhece.
Mostrei a fotografia.
Pareceu que viu o diabo, fez uma cara que ficou mais feia do que era na realidade.

-Conhece?

-Se conheço, muito bem, o maldito e a moto barulhenta. Mas como conseguiu essa foto? Perguntou.
Virei costas e, enquanto saia, fui dizendo:

-Tenho os meus truques,  volto breve e conto tim por tim.


    ******

Fui para a oficina, fechei-me no escritório a tentar por as ideias no sítio. A minha cabeça estava num turbilhão, tudo encaixava na perfeição.
Era ele, a foto e todos os factos confirmavam, tinha motivos só faltavam as provas e já passou tempo demais para a policia abrir o processo e encontrar indícios.

Só tenho duas soluções, não penso mais e acabo com a raça do tipo ou arranjo, o que parece difícil, uma confissão.

Quando dei por mim era noite, o pessoal já tinha saído.

******

Dormi mal, sonhei com uma mulher envolta numa luminosidade que não deixava descortinar o rosto e com voz ciciante apenas repetia, é ele mas já perdoei, faz o mesmo.

Levantei-me com a cabeça como se estivesse numa ressaca, sentia latejar as têmporas e zumbidos nos ouvidos.


O pequeno-almoço e um café, forte, ajudaram.

Ia usar, pela primeira vez, os conhecimentos da prisão.

Contratei o Chico da Velha e o Mãozinhas para roubarem a mota que deveriam deixar nas traseiras de um barracão que eu lhes indiquei, paguei 500 Euros, 250 agora e o resto com a entrega.

Os gajos eram mesmo bons, no outro dia, às 4 da manhã, a mota estava no local combinado, paguei o resto, agora era por minha conta.

Deixei passar três dias.

Liguei, por telefone não identificado, o fulano atendeu-me mal, ordinário, mas lancei o meu argumento:

-Bom, se quer desligar, desligue, estou-me cagando a mota não é minha!

-Pare ai pá, o que sabe sobre a minha mota?

-Saber não sei nada, encontrei-a abandonada e telefonei para a Direcção Geral de Transportes onde disseram que a Yamaha é sua.

-E como está a máquina, esta boa?

Fiz voz de irritado para responder:

-Você foi malcriado, eu gastei dinheiro numa chamada, se calhar vou deitar esta trampa para a sucata.

O tipo ficou mais manso que um borrego, tremeu a voz, estava quase a chorar, o que me estava a dar um certo gozo:

-Amigo, desculpe a confusão, mas tenho andado marado com isto, fico azedo mas não sou assim, sou mesmo um gajo porreiro.

-Bom, respondi, assim está um pouco melhor!

Pareceu ganhar um novo alento e arriscou:

-Onde posso ir levantar a minha máquina?

Desliguei o telefone, como se a chamada tivesse caído, quis sentir o sabor da frustração de quem estava no outro lado.
Esperei 20 minutos e voltei a ligar, atendeu logo, senti-lhe o nervoso na voz, fiz uma pausa antes de responder ao estou desesperado.

-A chamada caiu, acabou a bateria e tive que por à carga, assim já gastei duas chamadas.

-Não se preocupe, respondeu, eu pago. Mas onde está a mota?

-A mota está bem mas num sítio um pouco difícil, nem sei como lhe dizer o local, quem não conhecer tem muita dificuldade em encontrar, mas amanhã tenho que ir lá e se quiser pode ir atrás de mim. Se quiser?

-Mas não tenho transporte, só possuo a mota. Pode dar-me boleia?

-Não gosto muito de dar boleias, a desconhecidos, mas vou abrir uma excepção, amanhã, as 11 horas, vou ao meu armazém se quiser aproveitar!


-Agradeço muito, é um grande favor. Onde posso esperar pelo senhor?

-Conhece a Cervejaria dos Rouxinóis?

-Quem não conhece? Conheço e bem!

-Então amanhã cerca das 11 passo por lá, num jeep Cherokee. 

-Nem calcula as saudades que tenho da máquina!
Obrigado amigo, nem sei como lhe agradecer!


*******

Lá estava, especado em frente à cervejaria,  calças de ganga e uma

t-shirt com uma imagem dos Guns N'Roses, aparentemente não tinha nada para me preocupar.

Correu para o carro e alapou-se com a maior naturalidade, parecia fazer parte da família, disse:

-Bom dia, desculpe lá esta maçada.

De vez em quando, eu notava, mirava-me de través. Até que se atreveu:

-Desculpe não sei o seu nome, mas olho para si e fico com a ideia que já o vi antes ou então é parecido com alguém que conheço, mas deve ser impressão minha.

-Deve ser impressão, respondi, estive muito tempo fora e voltei há pouco.

-Sabe, insistiu ele, não sou muito bom nessas coisas de fixar as pessoas, mas já sei qual a minha confusão, o amigo é parecido com um gajo, que nunca vi bem de perto, mas que tentou roubar uma namorada que eu tive.

-Então não sou eu, respondi, nunca roubei nenhuma namorada. Disse que tentou, logo não conseguiu o que é bom.

-Eu nunca iria deixar, isso é que era bom! Aquela era especial ninguém ma podia tirar, ela sabia que ou era minha ou não seria de mais ninguém.

Fiquei calado, refreei a gana de o estrangular mesmo ali, mas não valia a pena, deitaria a baixo o meu plano, a vingança serve-se fria.

Chegamos, quando viu a mota parecia doido, andou à volta, passou a mão a acariciar, olhou os pneus e, finalmente sentou-se.

Olhou-me e perguntou:

-Quanto lhe devo do telefone e de todas as maçadas.

Fiz o sorriso, mais forçada de toda a minha vida, antes de responder:

-Pode ir à sua vida, não me deve nada.

Arrancou com algazarra deixando, no ar, aquele fumo negro.

Meti-me no carro e fui à minha vida, a mota estava preparada, eu mesmo o fiz, quando atingisse as 6.000 rotações tinha um dispositivo, que rebentava, e pouco ou nada se iria aproveitar dela e dele.

Agora já podia descansar!



15 comentários:

Bloguinho da Zizi disse...

Ah!!! A vingança....
Bom dia caro Manuel.... teus textos me fazem entrar na cena.
Este daria um filme com certeza.

Beijinhos

São disse...

Muito bem escrito,,,mas isso é o habitual !

Tudo de bom.

© Piedade Araújo Sol disse...

mas que vingança!

:)

SOL da Esteva disse...

Fantástica ligação (continuação)!...
Se não escrevesses assim com que estilo é que te identiuficavas?
O Espírito do Perdão foi significativo para uma "vingança" que dignifica e eleva.
Renovados Parabéns, Manuel.


Abraços


SOL

Mirtes Stolze. disse...

Boa noite Manuel.
Uma bela escrita, com certeza com toda a sua imaginação e criatividade poderia fazer um bom livro que daria um filme rsrs, quanto a vingança, olho por olho não sou muito de acordo rsrs,mas enfim é só uma historia.
Um lindo fds.
Beijos.

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Retribuindo amizade
Gosto de vir até aqui. Parece que sem querer também engrenamos na história e depois tomamos parte nela de modo que vivemos cada novo episódio.
Desejo um bom fim-de-semana.

Flor de Lótus disse...

Oi,Manuel!Td bem? Aqui a sibele costa do palavras ao vento. Sinceramente não entendi teu comentário no meu blog que não te dou um feedback,sempre que posso passo aqui comento teus textos.Espero uqe não tenha se chateado comigo.
Beijosss

Flor de Lótus disse...

Oi,Manuel!Td bem? Aqui a sibele costa do palavras ao vento. Sinceramente não entendi teu comentário no meu blog que não te dou um feedback,sempre que posso passo aqui comento teus textos.Espero uqe não tenha se chateado comigo.
Beijosss

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Sabe, Manoel, há pouco, antes de chegar em casa e ler esse EXTRAORDINÁRIO segundo e último capítulo dessa EXCELENTE novela, parece-me ter visto estampado, no cartaz de um cinema aqui perto de minha casa, o filme que estreia hoje: "A casa das Açucenas". Sinceramente, amigo, bom enredo para um filme.
Obrigada,beijo...

Evanir disse...

Meu amigo peri muitas parte das suas postagens.
Pelo último capitulo com certeza foi ma grande hist´ria.
Um feliz Domingo abraços.
Evanir.

Evanir disse...

Com meu carinho de sempre venho agradecer
as palavras reconfortantes deixadas no meu blog.
Tudo isso me leva pra frente dizendo
continue ainda existe quem te quer bem do outro lado da telinha.
Ando protelando meu afastamento por
conta de pessoas tão importantes para mim como você é ,
a um longo tempo caminhando comigo.
Eu sou humilde demais , eu amo demais ,
eu me envolvo demais , eu luto demais ,
talvez seja essa garra que deixa
gente brava outras feliz e tão contente.
Hoje venho te pedir uma gentileza.
Apesar dos meu quase 10 anos de blog
por algumas vezes termino entrando
em alguma coisa , que me deixa feliz em participar
a mais de 5 anos deixei de participar de tudo nos blogs
por perder o encanto por muita coisa.
Veio o convite eu fui tentar ser poeta por um dia
hoje peço seu voto
se achar que meu poema vale seu voto.
Nome do meu poema?
"Você é minha Poesia"..
Endereço para votar.
http://ostra-da-poesia-as-perolas.blogspot.com.br/
È complicado pra mim pedir voto,
pois sempre achei que merece ganhar sempre
todos os pemas.
È lindo mesmo que seja um único pensamento.
Caso for votar é votar e confirmar seu voto
é complicado ,
mais acredito no seu potencial de
votar e de escolher.
Um abraço cheio de carinho.
Evanir.
PS.Quando terminar farei uma
postagem como o nome de todos amigos
que confiaram em mim seu voto.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Manelamigo

Não precisas de me enviar o endereço deste blogue pois venho cá frequentissimamérrimamente e cometo, ups, comento sempre que estou praí virado.

Estas duas açucenas estão muito bem engendradas e muito bem escritas, o que é habitual nos teus textos. Mas (há sempre uma desgraçada de uma adversativa...) quero fazer-te um peidido, ups, pedido:

Quando sair o meu livro de crónicas vê se comparas 13; serão muito úteis como prendas de aniversários, de casamentos, de baptizados, de primeiras comunhões, de crismas, de Natal, de Ano Novo, de bodas diversas, de velórios e de divórcios.

Além disso espero/ordeno que faças propaganda/publicidade do dito cujo. Para tanto mandarei-te a data do lançamento onde estarás, bem como as tuas Amigas e os teus Amigos. Se não o fizeres - capo-te...

Abç

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu querido amigo

Mais um texto que nos prende desde o princípio ao fim- Adorei como sempre ler.
Um beijinho com carinho
Sonhadora

Carmem Grinheiro disse...

Olá Manuel,
Adoro açucenas e o título que deu à sua história fica a matar de bem.

Quanto ao enredo, não me vou passar por boa e santa menina, porque não creio que a justiça seja para todos, infelizmente e para mal de todos nós. Donde se compreende que o protagonista merece todo meu apoio pela coragem. "Para vilão, vilão e meio". Dito e feito.
Abço amigo

Evanir disse...

Meu Amigo.
Venho te agradecer pelo voto .
Domingo estarei fazendo uma postagem colocando o nome de todos amigos e amigas que votaram em mim.
A muito tempo não entrava numa votação e essa entrei sem saber.
Beijos obrigada de todo coração.
Evanir.