quinta-feira, 25 de março de 2010

Eu




Eu não quero ver e fecho os olhos como se de olhos fechados deixasse de ver os pensamentos, que por vezes, me avassalam.

Eu quero matar o pensamento e deixá-lo agoniar lentamente para ele sentir, também, a angústia das longas noites de insónias.

Eu quero controlar as emoções como se as emoções se deixassem controlar, amarfanha-las em rodilhas feitas de nada para que o vento as possa levar.

Eu quero que o tempo deixe de ser hoje e volte a outros tempos para eu poder sentir, outra vez, o sentido da vida.

Eu quero acreditar, como antes acreditava, e deixar morrer o ímpio que plantaram dentro de mim.

Eu quero ser outra vez EU, embora saiba que esse EU nunca mais pode existir.


15 comentários:

Graça Paz disse...

Gosto tanto!

Elaine Barnes disse...

Amigo, gosto muito da maneira como consegue se expressar,falar de verdadeiramente como se sente. São sempre lindos seus textos e poemas. Não sei o porque sofres tanto e a angústia que sentes,gostaria de poder ajudá-lo a se livrar dessa dor. Como não sei o motivo dela, nada posso fazer a não ser pedir-te que não desista de si mesmo e nem se abandone. Deus não gostaria de ver um filho abandonando-se. Se eu ficar muito doente, não sei se seria otimista também,se tivesse morrido um ente muito querido...Não sei se conseguiria reagir, por isso não posso julgar ninguém,então, só gostaria de ajudar se pudesse. Montão de bjs e abraços e fique bem com Deus

AFRICA EM POESIA disse...

Manuel
tu és como eu e como tanta gente.
Gostavamos que o Mundo fosse todo de cor verde com muita Esperança mas muitas vezes escolhemos o mais fácil que pode não ser mresmo a melhoe escolha
Mas aí tbm a magia da vida.
Um beijo


O Eu..é mesmo eu e nunca é igual mas somos sempre nós...


beijos

Sonhadora disse...

Meu amigo
Que texto lindo e verdadeiro.
Não podemos...voltar ao EU de antes.

Beijinhos
Sonhadora

MARA disse...

Querido Amigo,

Belo texto que demonstra mais uma vez o teu estado de alma.
Obrigada pela tua visita aos meus blogs. Fico sempre feliz.
Mara

AnaT disse...

Basta ser como é... o passado ficou para trás... seja o Manuel e pronto!

SDaVeiga disse...

Manuel:

Que o pôr a sua dor em papel/monitor lhe permita exorcisá-la, mesmo que aos poucos...

Porque o que vai saindo é lindo e mais vale ser do fundo do coração que ser "forçado" a ser mais animado [MEA CULPA]...

Um grande bem-haja!!!

Kimbanda disse...

Podemos sempre manter a ponte com o nosso eu, pese embora, partes de nós se desprendam para não mais conseguir-mos apanhar esses resquícios.
Momentos há, que assim nos parece, mas outros momentos se sucedem onde reencontramos a tal ponte que nos faz lembrar que podemos voltar a ser EU com as diferenças que que a vida nos impõe.
Amigo Manuel, venho também agradecer a sua presença a dar-me a força que na altura me tirou o meu EU. Não consegui resolver por bem os dilemas que me atormentaram, mas o que não se resolve, resolvido está!
Kandandos

Luz disse...

Amigo Manuel,
Também eu gostava de tanta coisa diferente, eu que sou deste tempo, mas confesso que no fundo sinto-me como se fosse de um outro tempo onde tudo era mais puro, onde tudo era mais humano e, esse meu Eu podia ser muito mais Eu do que o é hoje, mas tanto fazem com que nos percamos, no entanto, eu não quero perder a essência, quero manter-me assim com todas as emoções, todos os sentidos, todos os sonhos, mas com os pés na terra.
Quando o conseguimos, somos os mesmos, ainda que diferentes em virtude das vicissitudes da vida. Mas o Eu é o nosso, somos Nós.

Há um selo num dos meus espaços, no www.atomovida.blogspot.com para este espaço, para si que é merecedor da homenagem feita.

Grande beijinho da amiga Luz

Elaine Barnes disse...

Obrigada meu doce amigo. Feliz Páscoa pra você também. Desejo-lhe um renascimento feliz! Montão de bjs e abraços

Menina do cantinho disse...

Também eu gostava de voltar a tempos passados. Tempos em que acreditava que tudo era perfeito e que a maldade do Homem era um acto nunca antes imaginado.

Beijinhos*

Menina do cantinho disse...

Olá!
Tem um presentinho para si no meu cantinho.

Beijinhos*

AFRICA EM POESIA disse...

Manuel
Senta e tomemos o nosso café...
Duas italianas
Uma com açúcar
outra sem açúcar.
Depois ...uma amizade...


um beijo

Milhita disse...

E não seremos fragmentos, elementos que nos trazem e nos moldam, nos passos que damos, nos sonhos, na voz que nos soa estranha, sendo a nossa...
Somos o erro e a vitoria, somos não mais que a história que ousamos de nós.
Grandes pequenos, que interessa agora, se nos guarda uma alma por ora cada vez maior...
Um abraço

Filipinha disse...

Não sei que EU pretende ser... Sinceramente não sei. O EU que conheço é um Ser Humano único e dei por mim a pensar se esse outro EU que gostaria de ser poderia ser mais fantástico que o EU que é.

Beijinho